15 Maio 2006

Aos Olhos Teus

Quem dera tivesse a visão de teus olhos todas as noites
Momentos nos quais me perco olhando a lua e vendo pensamentos

Perdido em silêncio, lágrimas molham meu rosto
Como se tua mão deslizasse por ele, mostrando que está ali

Talvez se pudesse ver-te a todo instante
Esquecida em desejos e vontades viajantes
Tentando realizar o sonho de me ver
Eu conseguiria tê-la sempre

Nas vezes que não te vejo
Me perco em meu interior
Pois sei que dentro de mim
Te encontrarei, escondida entre as estrelas

E o brilho de teus olhos iluminam meu universo
Uma luz de tal forma penetrante, mesmo distante
Conquistando espaços escuros de meu coração
Trazendo paz, carinho, amor, emoção

Mesmo a mais profundo das solidões
Se dissolve quando se existe um olhar a se buscar
Uma luz no fim do túnel, um desejo obscuro
Companhia secreta, em um mundo inseguro

Luz divina de um olhar humano
Puro, como a água que desce pelas cachoeiras
Aconchegante, como o calor da fogueira em dia frio
Seguro, como a vida presa ao chão
Livre, como o ar que leva e trás

Pois que em toda declaração
Se lhe mostre o dedo do que não se pode mostrar
Que o desejo se expresse e deixe levar
Pelo tudo, que me passa, o teu belo olhar.

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